terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Palhacinha de mim mesma

As vezes por mais que o corpo esteja em festa, rindo, brincando, saltando e sorrindo a alma está fechada, reclusa em um momento de somente só. A alma também possui fases, onde ondas de emoções determinam em que mares nossos sentimentos irão se afogar. O melhor é quando essas ondas vêm em calmarias de felicidades, maresias de tranquilidades com calores vindos de um sol que nos enche de paz por dentro.

Mas as vezes chegam ondas cheias de tempestades de tristezas, agressivos ventos de agonia que nos deixam a beira da loucura, essas ondas chegam sem mais nem menos, nos pegam de forma tão avassaladora que não dá tempo nem do corpo se adaptar. As vezes nos tornamos simples palhacinhos de belos sorrisos mas de rostos tristes, nos mascaramos em imagens falsas só para não demonstrarmos quem realmente somos.

Acho que fui acometida de uma dessas tempestades de verão, que chegam sem avisar, nos mudam radicalmente e que no final vão embora nos deixando uma grande ressaca e uma bela lição de vida, mas penso que por enquanto ainda continuo sendo uma palhacinha que mesmo rindo por fora minha tempestade de verão ainda chove aqui dentro, lavando minha alma, me deixando limpa pronta para aprender a sorrir por fora e por dentro.

Ainda espero o dia que a brisa da maresia acaricie meu rosto, que o sol inunde minha alma de luz e calor, que ondas sutis e calmas me façam nadar em um mar que me leve a felicidade ................. ainda espero o dia em vou parar de sonhar pra viver minha vida de verdade............

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